Vista da Capela de São José
Com relação às demais instalações da vila só sobraram ruínas.A fábrica de Juta, duas ruas e o coreto foram vendidas à uma grande empresa do ramo de pneus, a área do campo de futebol hoje é um posto médico e o restante está apodrecendo sob o poder do INSS. O único local ainda preservado é a Capela S.José.
Logo na entrada já avistamos as ruínas do prédio onde funcionava a sapataria, o restaurante e o salão de bailes, mais à esquerda o antigo armazém e entre eles a Capela. Andando um pouco mais, pela rua da igreja, encontramos a Escola de Meninas, foi lá que Cinta Ramos se educou. A escola era muito boa, mas era diferente de hoje.
Tinha salas para meninos e outra para as meninas, não podia ser mista. Os meninos tinham outra escola, mas como as das meninas eram muito grande sobrou espaço para eles ficarem lá, só que em salas separadas. Os adultos também estudavam lá só a noite a hora que saíssem da fábrica .
REVITALIZAÇÃO, O projeto de construção da vila,localizada nas proximidades da atual Av.Celso Garcia, teve início em 1912 e foi encomendado ao arquiteto francês Pedarrieux.
Desde a década de 90, a Vila Maria Zélia está tombada pelo Condephat, e hoje a batalha dos moradores é pela revitalização das ares em ruínas, pertencentes ao INSS.Eles querem transformar locais como o armazém, por exemplo, em oficinas culturais e de atividades para a turma da 3ª idade.Outra proposta em pauta é a mudança do nome das ruas,para homenagear pessoas e famílias que fazem, ou fizeram, parte da história do local.
Em meados de 1996 um grupo de moradores criou uma comissão, independente a Sociedade Amigos e iniciou um trabalho exclusivo para a Vila, voltado para a segurança e a conservação.A instalação de uma cancela com segurança 24 horas passamos a reivindicar junto aos órgãos públicos a revitalização dos prédios do INSS abandonados e em péssimas condições de conservação. A Sociedade atualmente mantém um quadro de funcionários responsáveis pela manutenção da área comum da vila e da área de lazer.
Vista do Armazém
Uma São Paulo calma e gentil ainda resiste na Vila Maria Zélia, a primeira sensação é de estar num lugar muito distante de São Paulo.Pelo menos da São Paulo tumultuada e barulhenta da maior parte dos paulistanos.Lá, o ambiente é de cortesia e de culto a memória de tudo aquilo que representou a Vila Maria Zélia para a história da cidade.Primeira vila operária da capital,fundada em 1917 pelo empresário Jorge Street no atual bairro do Belenzinho, na zona leste, a Maria Zélia é formada hoje por 180 casas, uma igreja, um centro de lazer e quatro prédios abandonados: dois colégios e dois armazéns, além de duas outras construções menores também inutilizadas.A revitalização desses prédios é o mais forte desejo de ano novo dos moradores da Vila Maria Zélia.
Vista doColégio, só ruínas
Também será intensificada a busca por empresas interessadas em apoiar os projetos de revitalização da vila.De acordo com informações da Sociedade Amigos da Vila Maria Zélia, já existem pelo menos três grandes empresas interessadas em participar da iniciativa.O objetivo é transformar duas escolas e os dois antigos armazéns em espaços de exposições e mostras culturais, além de um centro de memória ou museu sobre a história da vila.
"Estamos lutando há mais de 20 anos pela memória da vila e a situação das áreas abandonadas pela urgência na resolução desse impasse", explica Éride Albertini, moradora da Vila Maria Zélia.As áreas abandonadas são hoje de propriedade da Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), depois de terem passado pelas mãos de diversas empresas.No momento a Prefeitura, por meio da subprefeitura da Moóca, negocia a retomada desses pontos junto ao instituto.
Vista doColégio, abandono
A idéia era passar os prédios para as empresas interessadas em revitalizá-los por meio de doações. Segundo informações de assessoria de imprensa da subprefeitura, já foram realizadas algumas reuniões para discutir o assunto, mas nada foi resolvido até agora, com planos de intensificar o debate do tema ao longo deste ano.Além das tardes de cinema, outro programa inesquecível e inacreditável para qualquer morador de São Paulo que tenha menos de 50 anos era nadar no Rio Tietê.
E com direito a pescar lambari."O rio passava nos fundos da vila, tinha até correnteza.
Foi lá que todos os meninos aprenderam a nadar.
Ruínas do antigo Grupo Escolar
Os prédios em questão são peça fundamental na memória dos moradores da Maria Zélia.Um dos armazéns,por exemplo., abrigava o salão de baile " com orquestra onde a aposentada Aydée Pietrobon 68 anos,dançava boleros com os rapazes da vila nas matinés e nos bailes adultos sempre que conseguia driblar a vigilância do pai. "Os bailes eram sempre aos domingos. A orquestra era linda", diz.O salão de baile era palco dos principais acontecimentos sociais da vila,podendo ser alugado para festas e casamentos.O clube Maria Zélia também era um espaço muito disputado entre as opções de lazer da vila.
Vista do Armazém
Os quatros principais prédios abandonados na Vila Maria Zélia são fachadas com portas trancadas e cheias de ruínas em seu interior.Os únicos eventuais freqüentadores dessas áreas são crianças em momento de total distração dos pais,correndo o risco de se machucar em meio aos escombros como até mesmo máquinas de costurar sapatos abandonadas.
Vista do Armazém
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